Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Pacientes brasileiros de esclerose múltipla ganham novo medicamento
“Temos agora uma droga bem mais eficiente por ser menos imunogênica, com menos efeitos colaterais locais e, dessa forma, mais tolerada pelos pacientes”, explicou o Prof. Rieckmann, da Divisão de Neurologia do Centro de Pesquisas Cerebrais do Hospital da Universidade British Columbia, em Vancouver, Canadá, onde são atendidos anualmente cerca de 4 mil pacientes.
Para o espanhol Jaume Garriga, da Unidade de Neuroimunologia do Hospital Universitário Vall d`Hebron, em Barcelona, o ponto chave do novo medicamento – uma nova formulação de betainterferona 1 a – é a menor imunogenicidade. “Muitas pessoas desenvolvem anticorpos à própria droga, o que neutraliza o efeito do tratamento, ele fica menos eficaz. Com esta nova fórmula o tratamento será mais eficiente”, observa o professor. Em seu centro em Barcelona, são acompanhados regularmente 2.500 pacientes com esclerose múltipla.
Medicamento oral e diagnóstico por imagem - O evento do último sábado abordou ainda as dificuldades e importância em definir o diagnóstico correto, excluindo doenças que costumam ter sintomas parecidos, principalmente com o uso de exames de Ressonância Magnética por Imagens. Além de antecipar novidades para o próximo ano, quando deverá chegar ao mercado o esperado medicamento oral para o tratamento da esclerose múltipla.
“Já sabemos que o medicamento oral – a cladribina – é muito eficiente na redução de recaídas, como acontece com as drogas injetáveis. Mas precisamos saber sobre os efeitos colaterais em longo prazo. Por enquanto sabemos apenas sobre os efeitos colaterais nos dois anos de estudos. Mas acho que quando a droga oral estiver disponível teremos que fazer um mix de situações individualizadas para cada paciente: quem vai começar com a oral por não tolerar a injetável, quem vai continuar com o medicamento tradicional e assim por diante”, observa Peter Rieckmann.
Especialista no diagnóstico da esclerose múltipla, Jaume Garriga, falou sobre a importância do exame de Ressonância Magnética por Imagem. Para ele, o exame é muito importante e somente pode ser dispensável quando o paciente já teve dois ataques bem claros da doença.
Na opinião de Garriga, o aumento da prevalência da esclerose múltipla deve-se muito aos exames de Ressonância Magnética. “Estamos mais capazes em reconhecer a doença. Acho que a prevalência aumenta por vários motivos, mas também em função dos melhores diagnósticos”.
A prevalência da esclerose múltipla na Espanha é de 60 a 70 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto que no norte da Europa, em países como Escócia, Suécia e Dinamarca chega a 250 por 100 mil. O clima, a falta de sol, a falta de vitamina D, o estresse, a poluição, são determinantes para a prevalência. Além do sexo, já que a esclerose múltipla atinge de duas a três mulheres para cada homem. No Brasil alguns estudos indicam que a prevalência seja de 10 a 15 casos para cada 100 mil.
Adesão ao tratamento vai aumentar - Neurologistas brasileiros presentes ao evento também estão otimistas com a chegada do novo medicamento. O Prof. Fernando Figueira, Chefe do Centro do Hospital da Terceira Ordem da Penitência do Rio de Janeiro, afirma que a nova fórmula será bem mais tolerada pelos pacientes. “Acho que nunca teremos uma medicação 100% segura e 100% eficaz, mas precisamos buscar a melhor relação. O fato do novo medicamento ser menos imunogênico garante uma eficácia maior ao tratamento. E será bem mais tolerado, pois diminui as reações alérgicas, os sintomas como febre e mal estar. E isso é ótimo para a adesão dos pacientes ao tratamento”, afirma Figueira.
Responsável pelo Centro de Esclerose Múltipla do Hospital da Restauração do Recife, a Dra. Maria Lúcia Brito, confirmou que o novo medicamento aumentará a adesão do paciente ao tratamento. Ela conta que um em cada dois pacientes desenvolvem algum tipo de alergia no local da injeção, principalmente aqueles que estão em tratamento há muitos anos. “Há uma grande expectativa positiva dos médicos e dos pacientes para a chegada deste novo medicamento”, observa a neurologista do Recife, onde são acompanhados 600 pacientes com esclerose múltipla.
Esclerose Múltipla - A esclerose múltipla é uma doença auto-imune, crônica, que afeta o sistema nervoso central. Não tem causa definida e surge em adultos jovens - com idade entre os 20 e os 40 anos -, comprometendo movimentos e visão. A esclerose múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um. Sintomas como perda de visão unilateral, diminuição da força nas pernas e nos braços, formigamentos, dores faciais e vertigens, devem ser bem analisados pelos médicos, pois podem representar o início da doença.
Em todo o mundo existem cerca de 2 milhões de portadores da doença. No Brasil estima-se a existência de 25 mil pacientes.
Fonte: Portal Fator Brasil
Sábado, 7 de Março de 2009
Livro: "Aprender a viver melhor com ... EM"
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Fumadores precoces correm maior risco de ter esclerose múltipla, sugere estudo
Pessoas que começam a fumar antes dos 17 anos de idade têm maior risco de desenvolver esclerose múltipla, doença neurológica crônica, segundo estudo que será apresentado em abril no encontro anual da Academia Americana de Neurologia.
Avaliando 87 pessoas com esclerose múltipla, que foram comparadas com 435 sem a doença, os pesquisadores descobriram que aqueles que haviam começado a fumar antes dos 17 anos eram 2,7 vezes mais propensos a desenvolver a doença, comparados com não-fumantes. E, entre aqueles que começaram a fumar mais tarde, não havia aumento no risco.
Os resultados indicaram que mais de 32% dos pacientes com esclerose eram "fumadores precoces", contra apenas 19% daqueles que não tiveram a doença. Com isso, os autores concluíram que o tabagismo, principalmente com início precoce, é um fator de risco ambiental para esclerose que deve ser evitado.Fonte: O Pantaneiro
Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Nova droga se mostra promissora contra esclerose múltipla
PARIS, França (AFP) — O medicamento fampridine, ainda em fase de teste, melhorou o movimento dos pacientes com esclerose múltipla e parece ter boa tolerância, revela nesta sexta-feira a revista médica The Lancet.
A pesquisa, liderada por Andrew Goodman, da Universidade de Rochester (Nova York), realizou testes clínicos da fase III (última etapa antes do pedido de aprovação para o mercado) em cerca de 300 pacientes com esclerose múltipla, com entre 18 e 70 anos.
Parte do grupo tomou durante 14 semanas a droga fampridine (10 mg duas vezes ao dia) e a outra parte recebeu um placebo.
No grupo tratado com fampridine, 35% dos pacientes passaram a caminhar melhor, contra apenas 8% no grupo que tomou placebo.
A esclerose múltipla, doença neurológica que provoca perda dos movimentos, degrada a bainha de mielina que protege as fibras nervosas, reduzindo a velocidade de condução dos sinais.
Esta doença crônica, que afeta com maior frequência o jovem adulto, atinge cerca de 80 mil pessoas na França e 350 mil na Europa.
O fampridine não age no processo de desmielinação, mas contribui para melhorar o fluxo de sinais nervosos.
O laboratório Acorda Therapeutics, que desenvolve a nova droga, apresentou este mês um pedido de autorização de acesso ao mercado à agência americana de medicamentos (FDA)Fonte: Noticias Google
Terça-feira, 3 de Março de 2009
Livro sobre esclerose múltipla na Biblioteca Municipal
O livro tem como objectivo transmitir conhecimentos sobre a doença e ajudar a viver melhor todos aqueles que padecem de esclerose múltipla, assim como, os familiaes e cuidadores do doente.
A iniciativa tem o apoio da Associação Nacional de Esclerose Múltipla e destina-se à comunidade em geral.
Fonte: Jornal das Caldas
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Em Faro aulas de hidroterapia grátis para utentes com esclerose múltipla
De acordo com o protocolo, o espaço das Piscinas Municipais vai estar disponível, para as aulas de hidroterapia, às terças e quintas-feiras, entre as 15 e as 15:45 horas, de forma gratuita.
Fonte: Região Sul
Diário: Regresso
Prometo mais dedicação...