quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estudo: Nanotecnologia pode barrar avanço da esclerose múltipla


Ao incluir uma nanopartícula no tratamento, pesquisadores conseguiram evitar que a condição autoimune evoluísse para quadros mais severos.

nanotecnologia poderá se tornar a solução para tratar a esclerose múltipla, uma doença autoimune cuja causa é desconhecida e para qual não existe cura. Segundo pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, a nanotecnologia, um mecanismo que permite a produção de materiais especiais e o controle de sua absorção, pode ‘ensinar’ o organismo a não atacar os seus próprios tecidos. Assim, seria possível evitar a evolução e o surgimento de sintomas característicos da esclerose múltipla. A descoberta foi publicada neste domingo na revista Nature Biotechnology.

Na esclerose múltipla, o sistema imunológico do paciente provoca danos ou a destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização (ou escleroses) e aparecem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos, que vão desde dormência nos membros até paralisia ou perda da visão.
Pesquisa — Os cientistas americanos ligaram os antígenos da mielina a nanopartículas biodegradáveis. O antígeno da mielina é uma parte da própria substância que pode levar a uma resposta imunológica do organismo, fazendo, assim, com que o corpo destrua essa camada protetora. Em outras palavras, ele seria similar a um botão: quando ligado provoca uma reação autoimune (caso da esclerose múltipla), quando desligado, passa despercebido — e não é destruído pelo sistema imunológico.
Em seguida, antígeno e nanopartícula, já unidos, foram administrados em camundongos com esclerose múltipla por via intravenosa. Ao contrário das terapias utilizadas atualmente para a doença, a desenvolvida na Universidade Northwestern não desliga todo o sistema imunológico. Isso evita que os pacientes fiquem mais suscetíveis a infecções e a outras doenças, como o câncer. De acordo com os cientistas, na nova abordagem as nanopartículas ligadas aos antígenos fazem com que o sistema de defesa volte ao normal, pare de reconhecer a mielina como um agente estranho e, assim, deixe de atacá-la.
Fonte: Veja

2 comentários:

Diogo disse...

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bvcarreira@hotmail.com

Pollyanna Bicalho disse...

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